A Verdade Despida e Crua VOCÊ TEM SEDE DE QUE?

PORQUE FLORIPA NÃO É PUNTA NEM JOSÉ IGNACIO

A nossa natureza é estonteante, nas cores mais preciosas, entre Paraíbas e Esmeraldas, areias claras, céu azul e dias solares.

Um assombro não termos governantes nem políticas públicas que valorizem o nosso  maior PIB, que é o produto interno belo.

Há ambientalistas em demasia, mas para fiscalizar a “elite” – como é tratado com um ranço classista qualquer empresário  brasileiro. Os rigores da lei – algumas equivocadas – e estúpidos entraves burocráticos para projetos audaciosos, enquanto vistas grossas para o favelamento dos morros, para a birosca da esquina feita com total desleixo, para quem deixa seu lixo nas nossas praias. Mesmo falhando no controle sobre isso,  prosseguimos abrindo estradas na mata virgem porque todos devem ter acesso ao paraíso. Será que realmenre é nosso direito desfigurar o paraíso?

Nas cruzadas modernas, o que dá ibope e mídia é atacar quem tem influência para gerar interesse coletivo. Enquanto isso, o nosso entorno sofre pela falta de normas e planejamento.

Somos  governados, em nossa maioria, por populistas. Covardes que nos medem por baixo com medo de perder votos,  que temem organizar o caos visual e acabam por estimular o descuido e descaso. Um brutal enfeiamento do mundo diários, nos pequenos golpes e gestos.

Vivemos em uma terra que parece que bonito é ser feio, que o de todos não é de ninguém então pode ser de qualquer jeito,  assim  ninguém se sente descriminado e TODOS  ficam à vontade para entrar e abusar da falta de educação que independe de classe social e conta bancária.

Uma falácia ignorante. A beleza atinge e modifica mesmo quem nem a percebe. A leveza funcional da polidez estética acolhe, disciplina, instrui. Transforma nossas vidas e nos torna mais felizes!

Desde que vim morar em Floripa, uma das mais belas capitais do Brasil – ilha de Santa Catarina, nosso amada terra de gente trabalhadora e de garra, me decepciono com o tipo da política daqui, onde o que é “bacana” é proibido, e tudo que é feito de forma descuidada, é ignorado e liberado!!!!!

Falo de Jurere, onde bares organizados são impedidos de atender na praia, mas tudo que é carrinho e ambulante, é permitido. Os  enjambrados quiosques 2×2, feitos a toque de caixa um mês antes do verão começar e aparentemente sem planejamento, sem banheiros, nem mesmo para os funcionários – me pergunto como eles fazem – já que trabalham o dia todo ali. Não é acaso, cada banho de mar equivaler a uma virose pra conta.

Falo da deformação da Joaquina, praia linda, que a 15 anos era reduto de surfistas, meca de campeonatos internacionais e uma geração  alto astral. Hoje desolador exemplo das nossas contradições: um agrupamento turístico mal gerido, que causa má impressão com sua faixa de areia coberta por horrendas cadeiras de plástico, gente passada da bebida com os lixos azedos da cerveja da manhã ou dia anterior. Quem sabe?

Tai uma coisa que realmente deveria ser proibida, o consumo de bebidas alcoólicas na praia! Tudo bem, eu também gosto de relaxar na beira da praia, mas diante do que presenciei, e do aroma que senti, acredito que mais ganharia do que perderia. Sem estômago para enfrentar o amargor do álcool quando consumido deselegantemente.

Falo da ilha do Campeche, lugar lindo, natureza em seu total esplendor, morros verdes, protegidos, areias claras, mar transparente.. mas lá estão elas novamente, as cadeiras de plástico poluindo a visão, agredindo terrivelmente olhos mais sensíveis.

Culpa de uma política do menor esforço, do nivelado por baixo, do nosso comodismo e cultura terceiro mundista.

Do povo, que assim como os seus governantes, também é desleixado: deixa a bituca na areia branca, pouco se importa se o funk tocado a plenos pulmões pela sua caixinha sem fio, as 10h da manhã, perturba a senhora ao lado, que corta um salame  no colo mesmo, retirado de um plástico de mercado, que durante o dia vai bebendo latas e mais latas de cerveja e empilhando ao lado, com o sol batendo e azedando o ar num raio de 10mtros ao redor.

Nessas horas penso que o ser humano não deu certo, então me lembro de outros povos. Como os nórdicos por exemplo, e reflito na frase de uma amigo, que ao conhecer uma linda Suíça se sentiu um chimpanzé no gráfico da evolução.

O mais triste é que enquanto não soubermos respeitar o próximo e os lugares comuns, nos comparar com chimpanzés seria um ofensa a eles.

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2 Commentários

  • Responder
    Suelen Tortelli
    21/01/2019 em 7:45

    Infelizmente tenho que concordar. Encarar esra nossa realidade, mesmo fazendo a minha parte, pois tenho casa em governador Celso Ramos, me sinto ínfima com relação a falta de educação massiva de um povo que não sabe nem em quem votou. Quissa ter a consciência de preservar e exigir melhorias aos políticos responsáveis.
    Honestamente tenho vergonha alheia do CASo floripa. Somos um potencial travado.
    Grata pelo texto. Poste mesmo. Vamos tentar a partir daí mudar algo. Não adianta reclamar e não fazer nada né.

  • Responder
    Ana Paula Costa Corrêa
    30/01/2019 em 15:21

    Parabens pelo texto. Concordo da primeira linha ao último ponto.

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