EMBARQUE IMEDIATO Uma Catarina em Paris

CURSO DE FRANCÊS NA FRANÇA

A Patricia Picoviski, avec unne affection particuliére

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Quando decidi passar #100dias em Paris, tinha entre poucas certezas, uma urgente: deveria aprender a língua. Obstáculo: um namorado francês que fala tão bem o Português, que até “ousa” me corrigir. Imagina eu arriscar assassinar a língua pátria dele?! A  favor, o meu lado esteta que sempre grita mais alto: francês é lindo demais.

Embora o Gary fale perfeitamente o português, para as outras relações/situações era extremamente necessário aprender, até por uma questão de educação e sobrevivência social. Mesmo que alguns amigos falem inglês e até seus avós, todos preferem conversar na sua língua quando estão em maioria. Sem falar na independência, porque fora do circuito turístico, não raramente, não se fala inglês.

Com esse foco, procuramos diversos cursos, dos mais conhecidos como Cultura Francesa, Sorbonne, à cursos e escolas menores. A Sorbonne tem realmente uma fama incrível, todos que fazem amam, mas seus planos são mais extensos e restritivos. Já Cultura Francesa, embora tenha boa reputação, a secretária mal conseguia conjugar os verbos (segundo o Gary), e ela estudou lá. Mas, eu ainda queria que fosse próximo de onde moramos, para poder ir e vir, sem ficar dependente, e que fosse um programa de mês a mês ou semanal, para fazer conforme a gente estivesse na cidade e tendo liberdade para viajar.

Depois de muito ponderar, optei pelo Institut de Langue Francaise, há 10min andando de casa, um curso de 10horas semanais, 2h todos os dias da semana, por dois meses, cada mês um nível diferente, após passar por um teste. São ao todo 5 níveis. Imagina a minha frustração ao saber que depois de 2 meses eu seria uma A2, ou seja, uma “survival”, como eles chamam. Frustração essa que se dissipou no fim do primeiro mês, quando tudo começa a fazer mais sentido, você já pode compreender, pelo mesmo 60% das conversas de francês para francês. Comparando um curso no Brasil com um na França, segundo minha professora, um estudante de 2 meses daqui tem o mesmo nível de um de 4 anos no Brasil. E se no Brasil, a média é 7 anos para se formar na língua, na França, para nacionalidades que derivam do latim feito a nossa, fica em torno de 6 meses.

Mas, observei que não diferente de todo o currículo escolar, o que faz toda a diferença é o professor. Antes desses dois meses, fiz na mesma escola um curso de 4horas particulares com uma professora diferente. Pensava que por ser particular, tivesse um  peso maior. Bem, minha professora era um amor, mas, talvez por ser muito nova, sem muita experiência em ensinar, não me serviu de muita coisa, e nesses dois meses passei por três professores, a minha, Patricia Picovski, e outros dois, repondo aula em horários diferentes. Daí pude ter uma melhor referência e perceber a sorte que tive.

Se eu puder dar um conselho apenas, peça pela Patricia, que tem 24 anos de ensino, por tanto muita experiência, uma energia entusiasmada e ama o que faz. Também não é preciso fazer 20h por semana, além de cansativo, e portanto pouco assimilativo, o programa é o mesmo, o que muda é a prática. E nada como praticar fora da sala, no taxi, no café, no bistro.. Indico o curso para qualquer um que goste da língua, mesmo que por uma única semana se for o caso, as aulas te mostram uma Paris diferente, você começa a perceber o Parisiense e seus costumes, e a fazer parte. O francês não é certamente a língua mais fácil, tudo que parece não é, mas vale a pena. Só comece do principio, sempre na primeira semana do mês, principalmente se for iniciante. Embora te permitam começar depois, muito conteúdo é passado e você pode ficar completamente perdido.

No curso se encontram múltiplas nacionalidades, mas o Brasil, no período que fiz, dominava com até 4 Brasileiros uma sala de 10. Na primeira semana usa-se muito  o inglês, depois vai diminuindo, até o ponto que quase não se fala, salvo por alguns momentos de pânico, rs. Mas não se desespere se o nível do inglês não for dos melhores, dicionários e tradutores estão aí para nos ajudar. E no fim, com vontade, Voilá… tudo flui.

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