A Verdade Despida e Crua VOCÊ TEM SEDE DE QUE?

CÓDIGO DE HONRA – Você tem um?

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Uma pessoa de princípios, gente de bem, um homem de palavra. Soa como ecos de outra época?

Não importa o dia, mas a situação… tendemos a confundir o legal com o ético, mesmo sabendo que leis não são sinônimo de justiça.

A maioria de nós se julga correta, e a maioria talvez careça elevar aspirações. Basta uma oportunidade conveniente, que veja só, não é crime, para que todas nossas superficiais certezas caiam abaladas. Pessimistas ou realistas – dependendo do seu ponto de vista – dizem que, diante da necessidade, todo idealismo é ilusão.

Acredito que houve uma grotesca desconfiguração de valores, que hoje não são mais percebidos como tais. As pessoas simplesmente não possuem referências de moral. Impera, em todos os níveis da existência, um vale-tudo pela sobrevivência. Onde soterramos  nossa consciência?

E como todo o enredo de apocalipse zumbi atesta, quando o mundo vira barbárie, ainda cabe a você escolher o maior ou menor grau de civilidade. E até que ponto vai perder sua humanidade.

Quantos de nós  cometeríamos algum deslize se soubéssemos que sairíamos impunes? Quando a ordem dá lugar ao caos, quantos permanecem fiéis aos valores éticos e morais que pautam sua conduta como ser humano?

E, no entanto, talvez seja na pequeneza do cotidiano que a corrosão das nossas virtudes se instale. Naqueles corriqueiros  gestos e atos, aparentemente sem tanta importância, onde burlamos as linhas mestras dentro das quais nos movemos. Tentados pela ocasião, ávidos pela vantagem oportunista, com o austero discurso de rigores para o resto, enquanto praticamos tolerância permissiva entre os nossos. Não é uma questão de a qualquer custo, por qualquer meio. Nada necessariamente nem explicitamente inescrupuloso. Não. É algo velado, nebuloso e, por isso, perigoso.

Porque começamos a achar banal ter dois pesos e duas medidas. Que é normal uns terem mais direitos que outros. Que o lícito é uma questão de interpretação e conexão.

E na ausência de um código de honra, nos  assemelhamos a baratas, nos adaptando na podridão do que toleramos e nos alimentamos, mesmo sabendo ser errado. Nos equilibrando tropegamente entre o bem e o mal.

Alessandra Schauffert, fã obcecada de Walking Dead,

tem a péssima mania  de definir as pessoas

a partir de quem poderia estar ao lado

diante de uma invasão zumbi. #FearTheWalkingLiving

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2 Commentários

  • Responder
    Helena Carvalho
    09/03/2017 em 10:44

    Adorei! Walking Dead me provoca esses questimoamentos tmb! É só olhar para o
    Lado para se decepcionar com o ser humano. Triste realidade!

  • Responder
    FAbi Loos
    12/03/2017 em 23:46

    Ótimo!!

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